sábado, 12 de abril de 2008

Homenagem aos Pais


Ontem, cheguei a casa perto da meia-noite e muito feliz!Tão feliz que nem sentia o cansaço de um dia de muito trabalho! Onze de Abril,dia da homenagem aos pais dos nossos alunos do oitavo ano. Estes aderiram com entusiasmo e sugeriram algumas actividades que se concretizaram com sucesso. Uma manhã de aulas,uma tarde de ensaios,correr para casa,fazer o jantar,voltar à escola.Nove e meia da noite e tudo a postos!Os pais,os tios,os irmãos mais velhos, mais novos,padrinhos,amigos,colegas de turma...que excitação!Os alunos participantes, à porta da escola, correm para nós numa ansiedade..."stora,a Carla ainda não chegou!;stora,acho que não vou conseguir;stora,em que lugar entramos?...".A ansiedade deles é também a nossa,temos que disfarçar e animá-los que tudo vai correr bem.A Carla está a chegar,a ordem de entrada está definida pelo professor António... É só ter calma!E fez-se silêncio! E a Cátia iniciou esta homenagem aos Pais lendo um poema de sua autoria, dedicado ao seu pai e a outros que,como o dela, já partiram.Depois, vieram as danças,o teatro,as canções,os poemas. Os aplausos, os vivas dos colegas orgulhosos de verem a sua turma tão bem representada, os pais orgulhosos dos seus filhos,os professores contentes e também orgulhosos dos seus alunos! No fim,os abraços e beijos de contentamento!Os pais a agradecerem por verem e descobrirem o talento dos seus filhos. E nós, professores,contentíssimos,pelos alunos,pelos pais,pelos colegas.Estes deram o seu apoio participando directamente,ou estando presentes e solidários. Obrigada a todos os alunos e pais, colegas organizadores(Teresa Silva, António Martins), directores de turma e professores( Ana Veloso,Rosa Gonçalves, Teresa Pinto, Isabel Silva,Graça Pereira, Lourdes Marques, Maria José Aguiar,Carla Carvalho, José Maria...)e ao Conselho Executivo pela confiança e motivação!

  • Alguns poemas que os meus alunos(pequenos poetas) fizeram a seus pais:

    O meu pai é muito especial
    Trabalha com muita dedicação
    O amor que dá aos filhos
    Vem do fundo do coração.
    Maria João-8º B

    O meu pai é especial
    É um ombro para chorar
    Está sempre comigo
    Quando preciso falar.

    Pai és amigo
    Pai és amor
    Estás sempre presente
    Gosto tanto de ti
    Fica comigo para sempre!
    Carla e Cátia 8º B

    Poetas e escritores de Portugal e do Mundo

    BubbleShare: Share photos - Powered by BubbleShare

    segunda-feira, 24 de março de 2008

    Procura o teu Mundo na Biblioteca

    A D. Elvira ou algum professor da escola que se encontre na Biblioteca dar-te-ão a mão. Tu só tens que te deixar conduzir! Vai!

    sexta-feira, 21 de março de 2008

    21 de Março - dia Mundial da Poesia e dia Mundial para a eliminação da descriminação racial.

    A cor que se tem
    Quando for crescida
    hei-de inventar
    um perfume de encantar.
    Quem o cheirar
    há-de ficar de pele
    com a cor de pele que mais gostar.

    Branco ou amarelo
    se preferir
    preto ou vermelho
    é só decidir.

    Para alegrar
    até estou a pensar
    outras cores acrescentar.
    Cor-de-rosa
    verde ou lilás
    são cores bonitas
    e tanto faz.

    E assim
    há-de chegar
    o dia de acreditar
    que o valor
    de alguém
    não se pode avaliar
    pela cor
    que tem.

    E então
    tudo estará bem.
    Maria Cândida Mendonça,"A cor que se tem"

    António Gedeão " Lágrima de preta"cantada por Adriano Correia de Oliveira

    Motivação para o texto poético- José Régio dito por Maria Betânia

    quarta-feira, 19 de março de 2008

    domingo, 24 de fevereiro de 2008

    Pedrito do Bié

    Ontem, em "Perdidos e Achados", na SIC, vi uma reportagem que me emocionou. Um menimo de rua, em Luanda, Angola, sonhava,há quatro anos atrás, ser cantor. Com uma guitarra improvisada de três cordas, este menino, agora, é famoso.Esta seria uma história como tantas outras, caso este menino não terminasse a entrevista com estas sábias palavras:"o futuro está na nossa cabeça, temos que estudar, aprender,ler". Uma lição para os nossos jovens que têm tudo, ou quase tudo, e não aproveitam as oportunidades.
    Aconselho a ver ou rever esta reportagem em "www.sic.pt"

    quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

    João Villaret - fado falado

    A poesia dita pelo saudoso João Villaret

    Fado Falado

    João Villaret

    Composição: Aníbal Nazaré / Nelson de Barros

    Fado Triste
    Fado negro das vielas
    Onde a noite quando passa
    Leva mais tempo a passar
    Ouve-se a voz
    Voz inspirada de uma raça
    Que mundo em fora nos levou
    Pelo azul do mar
    Se o fado se canta e chora
    Também se pode falar

    Mãos doloridas na guitarra
    que desgarra dor bizarra
    Mãos insofridas, mãos plangentes
    Mãos frementes e impacientes
    Mãos desoladas e sombrias
    Desgraçadas, doentias
    Quando à traição, ciume e morte
    E um coração a bater forte

    Uma história bem singela
    Bairro antigo, uma viela
    Um marinheiro gingão
    E a Emília cigarreira
    Que ainda tinha mais virtude
    Que a própria Rosa Maria
    Em dia de procissão
    Da Senhora da Saúde

    Os beijos que ele lhe dava
    Trazia-os ele de longe
    Trazia-os ele do mar
    Eram bravios e salgados
    E ao regressar à tardinha
    O mulherio tagarela
    De todo o bairro de Alfama
    Cochichava em segredinho
    Que os sapatos dele e dela
    Dormiam muito juntinhos
    Debaixo da mesma cama

    Pela janela da Emília
    Entrava a lua
    E a guitarra
    À esquina de uma rua gemia,
    Dolente a soluçar.
    E lá em casa:

    Mãos amorosas na guitarra
    Que desgarra dor bizarra
    Mãos frementes de desejo
    Impacientes como um beijo
    Mãos de fado, de pecado
    A guitarra a afagar
    Como um corpo de mulher
    Para o despir e para o beijar

    Mas um dia,
    Mas um dia santo Deus, ele não veio
    Ela espera olhando a lua, meu Deus
    Que sofrer aquele
    O luar bate nas casas
    O luar bate na rua
    Mas não marca a sombra dele
    Procurou como doida
    E ao voltar da esquina
    Viu ele acompanhado
    Com outra ao lado, de braço dado
    Gingão, feliz, levião
    Um ar fadista e bizarro
    Um cravo atrás da orelha
    E preso à boca vermelha
    O que resta de um cigarro
    Lume e cinza na viela,
    Ela vê, que homem aquele
    O lume no peito dela
    A cinza no olhar dele

    E o ciume chegou como lume
    Queimou, o seu peito a sangrar
    Foi como vento que veio
    Labareda atear, a fogueira aumentar
    Foi a visão infernal
    A imagem do mal que no bairro surgiu
    Foi o amor que jurou
    Que jurou e mentiu
    Correm vertigens num grito
    Direito ou maldito que há-de perder
    Puxa a navalha, canalha
    Não há quem te valha
    Tu tens de morrer
    Há alarido na viela
    Que mulher aquela
    Que paixão a sua
    E cai um corpo sangrando
    Nas pedras da rua

    Mãos carinhosas, generosas
    Que não conhecem o rancor
    Mãos que o fado compreendem
    e entendem sua dor
    Mãos que não mentem
    Quando sentem
    Outras mãos para acarinhar
    Mãos que brigam, que castigam
    Mas que sabem perdoar

    E pouco a pouco o amor regressou
    Como lume queimou
    Essas bocas febris
    Foi um amor que voltou
    E a desgraça trocou
    Para ser mais feliz
    Foi uma luz renascida
    Um sonho, uma vida
    De novo a surgir
    Foi um amor que voltou
    Que voltou a sorrir

    Há gargalhadas no ar
    E o sol a vibrar
    Tem gritos de cor
    Há alegria na viela
    E em cada janela
    Renasce uma flor
    Veio o perdão e depois
    Felizes os dois
    Lá vão lado a lado
    E digam lá se pode ou não
    Falar-se o fado.

    segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

    Exercícios de motivação e preparação da leitura

    Exercício de Escrita Criativa

    Nesta pequena tarefa, proponho que vejas com atenção o pequeno filme que se segue e que, a partir das imagens e dos seus pormenores, imagines a história e o diálogo entre as duas personagens. Bom trabalho!